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Planilhas Engenharia

É comum que algumas pessoas confundam a taxa de percolação com a taxa máxima de aplicação diária, que também pode ser chamada de coeficiente de infiltração

Portanto, decidi escrever este post para explicar a diferença entre as duas

taxa de percolação é obtida através do ensaio descrito no Anexo N da NBR 17076 de 2024 e representa a quantidade de minutos que a água/efluente demora para infiltrar 1 metro no solo

Interpretação física da taxa de percolação

Não irei entrar em detalhes sobre os procedimentos que devem ser seguidos para realizar o ensaio

Isso você pode consultar na NBR 17076 de 2024 ou ler o post que escrevi sobre esse assunto

Conforme já disse anteriormente, a taxa de percolação nada mais é do que a quantidade de minutos que a água ou efluente demora para infiltrar 1 metro no solo. Simples assim

Então suponha que você abra um buraco no solo e o preencha com água

Se após 30 minutos o nível d’água tiver rebaixado 0,10 metros, a taxa de percolação será de 300min/m (divisão de 30 minutos por 0,10 metros)

Como esse ensaio costuma ser realizado para obter o coeficiente de infiltração do solo para posteriormente dimensionar o sumidouro ou valas de infiltração, ele deve ser realizado considerando a situação mais crítica possível, que é a de solo saturado

Portanto, antes de realizar a medição que citei anteriormente é necessário encher o buraco com água várias vezes até atingir a saturação

Em posse da taxa de percolação, podemos obter a taxa máxima de aplicação diária (coeficiente de infiltração) consultando a Tabela N.1 da NBR 17076 de 2024

A taxa máxima de aplicação diária representa o máximo volume de esgoto, em m³, que cada m² do solo pode absorver por dia. Simples assim

É fácil constatar o significado desta taxa observando sua unidade de medida (m³/m². dia)

A partir dos dados da Tabela N.1 é possível plotar um gráfico no Excel que representa a taxa máxima de aplicação diária em função da taxa de percolação

Para isso, é utilizada uma ferramenta chamada “Linha de tendência”

Gráfico da taxa máxima de aplicação diária em função da taxa de percolação

Com essa ferramenta também é obtida uma fórmula que permite determinar a taxa máxima de aplicação diária para valores de percolação que não estão na Tabela N.1

$$ T_x = 1{,}3611 \cdot T_p^{-0{,}513} $$

Na fórmula acima, Tx é a taxa máxima de aplicação diária em m³/m². dia e Tp é a taxa de percolação em min/m

Essa grandeza que a NBR 17076 de 2024 chama de taxa máxima de aplicação diária possui o mesmo significado físico do coeficiente de infiltração, descrito no manual de saneamento da FUNASA

O ensaio de percolação de acordo com o método da FUNASA é bastante comum de ser realizado em obra devido a sua simplicidade

Agora que você já sabe a diferença entre a taxa de percolação e a taxa máxima de aplicação diária (coeficiente de infiltração), talvez seja do seu interesse aprender como dimensionar o sumidouro

Aprenda sobre o ensaio de percolação no vídeo abaixo:

Embora o vídeo acima descreva o ensaio de percolação de acordo com a antiga NBR 13969 de 1997, não houve alterações em relação a nova norma (NBR 17076 de 2024)

Planilha para dimensionamento de fossa, filtro e sumidouro:

Veja no vídeo abaixo a apresentação de uma planilha para dimensionamento de fossa séptica, filtro anaeróbio e sumidouro

OBS.: A planilha foi atualizada de acordo com a NBR 17076 de 2024, que substituiu as antigas NBR 7229 de 1993 e NBR 13969 de 1997

Saiba mais sobre a planilha Clicando Aqui

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Escrito por: Pedro Henrique Lelis Brito

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