
Neste post você irá aprender sobre a associação de bombas em série e paralelo
Em algumas situações, uma única bomba pode não ser capaz de atender às necessidades de um sistema de bombeamento, seja por não fornecer a vazão necessária, seja por não conseguir desenvolver a altura manométrica requerida
Nesses casos, uma alternativa é utilizar duas ou mais bombas associadas, de modo que elas trabalhem em conjunto para atender às condições de funcionamento do sistema
A associação pode ser feita em série ou em paralelo, e cada uma dessas configurações apresenta características próprias e é indicada para determinadas situações, conforme será visto neste post
Bombas em série
Quando associamos duas ou mais bombas em série, a saída de uma bomba é conectada na entrada da outra. Fazendo isso, mantemos a mesma vazão, enquanto as alturas manométricas fornecidas por cada bomba são somadas

Para exemplificar, veja na tabela abaixo que a bomba modelo BC-91, da Schneider, com potência de 1/3 CV, é capaz de bombear uma vazão de 4,1 m³/h para uma altura manométrica total de 14 mca

Se associarmos duas bombas como essa em série, a vazão permaneceria em 4,1 m³/h, mas a altura manométrica total seria a soma das alturas manométricas fornecidas pelas duas bombas. Nesse caso, ela dobraria, passando a ser de 28 mca
A mesma coisa ocorre nas bombas multiestágio, que são aquelas que possuem dois ou mais impulsores em série dentro do mesmo corpo. A medida que a água passa por cada estágio ela ganha energia, fazendo com que a pressão aumente progressivamente

Bombas em paralelo
Quando associamos duas ou mais bombas em paralelo, a vazão fornecida por cada bomba é somada, enquanto a altura manométrica total permanece a mesma que cada bomba teria isoladamente
Na imagem abaixo é possível observar como é feita a ligação em paralelo entre duas bombas:

Para exemplificar, veja na tabela abaixo que a bomba modelo BC-92 S/T 1B, da Schneider, com potência de 1,5 CV, é capaz de bombear uma vazão de 20,2 m³/h para uma altura manométrica total de 12 mca

Se associarmos 3 bombas como essa em paralelo, a altura manométrica total permaneceria em 12 mca, mas a vazão triplicaria, passando a ser 60,6 m³/h
Informações adicionais sobre associação de bombas
Associação de bombas em série
• Quando usar: Use bombas em série quando o problema do sistema é falta de pressão e não de vazão
• Exemplos práticos: Abastecimento de prédios altos; Adução de água a longas distâncias com perdas de carga elevadas; Reforço de pressão em linhas já existentes; Sistemas com grandes desníveis geométricos
• Vantagens: Fluido atinge alturas elevadas; Permite usar bombas menores em vez de uma bomba grande
• Atenções importantes: Todas as bombas devem operar na mesma vazão; Erros de seleção podem levar a funcionamento fora da curva; Exige cuidado com NPSH, principalmente na primeira bomba
Associação de bombas em paralelo
• Quando usar: Use bombas em paralelo quando o sistema exige maior vazão, mantendo a mesma pressão
• Exemplos práticos: Sistemas com consumo variável; Estações elevatórias; Redes prediais com muitos pontos simultâneos; Sistemas que precisam de redundância
• Vantagens: Maior flexibilidade operacional; Permite usar bombas menores em vez de uma bomba grande; Possibilidade de ligar/desligar bombas conforme a demanda; Melhora a confiabilidade do sistema
• Atenções importantes: Bombas devem ter curvas compatíveis; Diferenças grandes entre bombas causam má distribuição de vazão; Uso de válvulas de retenção é essencial
Vídeo sobre associação de bombas em série e paralelo
OBS.: Essa é a planilha mais simples e intuitiva que conheço para o dimensionamento de bombas centrífugas. Ela calcula a altura manométrica total, vazão de projeto, potência necessária da bomba e NPSH disponível. Além disso, gera memorial de cálculo automaticamente
Saiba mais sobre a planilha Clicando Aqui
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Escrito por: Pedro Henrique Lelis Brito
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